TOMAR REMÉDIO VENCIDO FAZ MAL?

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Ter em casa alguns remédios considerados de baixo-risco para usar em situações de emergência – um analgésico, um antitérmico ou um antiácido – pode representar uma solução rápida para alívio da dor e do mal-estar. No entanto, pode ser um estímulo para a prática perigosa da automedicação. Ao primeiro sinal de dor, indisposição ou mal-estar, o mais comum é a pessoa recorrer a um medicamento conhecido, que está guardado em sua farmacinha particular há tempos.

remedios vencidos

Tomar um remédio com ação sintomática, de vez em quando, não representa nenhum problema. A questão muda de figura quando não são respeitadas as condições ideais para armazenamento, manuseio e transporte, nem o prazo de validade dos produtos. Da mesma forma, o uso contínuo e indiscriminado de medicamentos, aparentemente inofensivos, pode ser prejudicial à saúde, uma vez que pode mascarar o quadro, retardar o diagnóstico e comprometer o tratamento.

De acordo com determinação da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, todos os fabricantes são obrigados a estampar nas embalagens, as datas de fabricação (mês e ano) e de validade (mês e ano), assim como o número do lote do medicamento, seja ele controlado ou de venda livre sem apresentação de receita médica.

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Essa data-limite para utilização do produto é definida pela própria indústria farmacêutica, com base em testes específicos realizados sob rigoroso controle, para avaliar a estabilidade dos elementos ativos que constam da fórmula. Portanto, ela funciona como um fator de referência, que indica o fim do período de vida útil do medicamento. Ou seja, depois daquela data os laboratórios não mais garantem a capacidade de o produto preservar a potência, eficácia, e segurança.

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Se a dor de cabeça está tirando sua alegria de viver e você decidiu tomar um analgésico com data de validade vencida há dois ou três dias, talvez a única consequência seja que você vai ter de esperar mais um pouco pelo efeito, uma vez que o medicamento já pode ter perdido parte de sua eficácia. No entanto, se for um remédio de uso contínuo, como os indicados para controle de doenças crônicas (por exemplo a hipertensão e o diabetes), um antibiótico para o tratamento de infecções, ou seja, drogas que perdendo a eficácia podem pôr a vida em perigo, o bom-senso manda não arriscar. O melhor é providenciar um novo medicamento que esteja dentro do prazo de validade e não abusar da sorte.

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