SOZINHO OU SOLITÁRIO?

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É cada vez maior o número de pessoas que vivem sós. Mas isso não significa necessariamente sofrimento. A maioria dos solitários são felizes!

Viver feliz

No lugar das tradicionais e efusivas discussões familiares, o jantar é marcado pelo tilintar de apenas um par de talheres. Em vez de crianças eufóricas correndo pela casa, os corredores estão vazios e silenciosos. A tendência é mundial. Cada vez mais homens e mulheres moram sozinhos. No Brasil, o número de indivíduos que moram sem companhia também aumenta a cada ano. Em 2014, 70 milhões de brasileiros moravam sozinhos. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dez anos, houve acréscimo de 13,8 milhões de pessoas nesse grupo.

Até recentemente, o “morar só” era inevitavelmente relacionado a “ser só”. E essas pessoas, geralmente com problemas de relacionamento ou idosos, carregavam o estigma de isoladas e abandonadas. Hoje, essa condição virou um estilo de vida, graças ao aumento na quantidade de jovens que têm deixado a casa dos pais em busca das tão almejadas liberdade e autonomia.

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Segundo uma corrente de cientistas sociais com voz cada vez mais ativa, quem mora sozinho é menos solitário do que se supunha e desfruta da vida em comunidade. “Muitos são jovens independentes, que consideram isso uma conquista”, diz o sociólogo e cientista político Antônio Flávio Testa, professor da Universidade de Brasília (UnB). “Eles batalharam para ter seu canto e não se sentem sozinhos porque têm o apoio de familiares e amigos.”

GRUPO SAUDE

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Os grandes centros urbanos sempre foram considerados os maiores vilões das relações interpessoais. Mas, agora, há uma corrente de pensadores que sustenta o oposto. Defendem que metrópoles do porte de Nova York, Tóquio e São Paulo não contribuem para o distanciamento de seus moradores. Pelo contrário, estimulam a vida em comunidade, graças a sua efervescência. Não é o número de relações pessoais, mas a qualidade delas, que determina se uma pessoa se sente ou não sozinha.

Na era da internet, as relações virtuais ganharam espaço. Mas nem sempre ter uma imensa quantidade de amigos na rede significa se sentir acolhido e amparado.

Relacionamentos pela internet

É bastante comum que pessoas com muitos amigos virtuais em redes sociais, como Facebook, MySpace e outros, sintam-se isoladas, sem alguém para falar sobre assuntos íntimos. A internet conforta o solitário apenas num primeiro momento, pois ele se sente integrado a um grupo, mas, com o tempo, o bem-estar se esvai, porque ele percebe que as relações não se aprofundam e isso pode trazer a sensação de infelicidade.

Viver sozinho é uma tendência que começou a ser moldada há 20 anos na Europa. Mas isso deve representar independência e não solidão, pois esta traz sérios riscos à saúde de quem sofre seus dissabores.

Sozinho ou solitário

Estudos revelam que idosos solitários apresentam mais problemas mentais e físicos do que velhinhos que têm companhia. Pessoas nessas condições desenvolvem baixa autoestima, que pode virar depressão. Além disso, idosos desacompanhados correm mais risco de sofrer quedas ou de esquecer de tomar sua medicação.

Outro estudo compara os males da solidão com os relacionados à obesidade e ao fumo. Nesse caso, os riscos em comum são pressão alta, imunidade baixa e insônia. O sentimento também dificulta a cura do câncer. Viver só não significa estar condenado à solidão. O saudável é equilibrar os momentos de isolamento e reclusão com os de interação com a família e amigos. Assim, é possível ser feliz sozinho.

Fonte: www.terra.com.br/istoe-temp/edicoes/2085/

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