NOSSA MEMÓRIA FALHA, PORQUE ?

NOSSA MEMÓRIA FALHA

Para onde vão nossas lembranças?

A população de homens e mulheres acima dos 60 anos aumentou muito nas últimas décadas. Alguns ultrapassam os 80, 90 anos em condições clínicas satisfatórias. Mas são raros os que não apresentam dificuldades com a memória.

Em geral, as recordações do passado permanecem vivas, recheadas de pormenores. Mas a memória falha, quando querem lembrar de acontecimentos recentes. Isso desconcerta um pouco os familiares. “Meu avô conta, com minúcias, histórias que ocorreram quando tinha cinco anos e morava no interior. Mas se esquece do número do telefone de casa ou o que comeu no almoço”, fala o neto preocupado.

NOSSA MEMÓRIA FALHA

Perda da capacidade de retenção

A pergunta que se impõe é, se a partir dos 40, 50 anos a capacidade de armazenar informações começa a sofrer um processo lento e gradativo de deterioração. Ou se, no mundo moderno, a quantidade absurda de informações com que somos bombardeados dificulte sua assimilação. De qualquer modo, a perda da memória não pode ser considerada como um fato inexorável associado ao envelhecimento. Quanto mais precoce forem diagnóstico e a prescrição do tratamento, mais fácil será deter a evolução da perda da memória.

SÍNDROME DEMENCIAL

Não se pode negar que, hoje, além do acúmulo enorme de informações, o grau de preocupação é tanto que o trabalho não se encerra com o término do expediente. Muitas vezes, a pessoa  de 40, 50 anos entra em casa, liga o computador e continua em atividade. Isso comprometete as horas que deveriam ser reservadas para descansar e dormir. Essas situações são responsáveis por aumento da carga de estresse e pelo déficit de atenção. Isso pode provocar prejuízo da memória, principalmente da memória recente.

NOSSA MEMÓRIA FALHA

GRUPO SAUDE

No entanto, não podemos interpretar a perda da memória como um fato inexorável associado ao envelhecimento. Existem pessoas com 85, 90 anos com memória absolutamente íntegra, enquanto outras apresentam alterações muito mais jovens. Cabe-nos, então, investigar o que antigamente se chamava de esquecimento benigno e distingui-lo do esquecimento que é maligno, pois o déficit de memória associado à idade, que não é doença, é diferente da perda de memória que caracteriza a síndrome demencial, uma doença que prejudica o indivíduo a tal ponto que ele não consegue mais manter as funções social, pessoal e profissional.

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Funções sociais preservadas

O envelhecimento pode trazer um pequeno déficit de atenção, de concentração, de armazenamento de dados atuais, mas em absoluto isso compromete as funções sociais do indivíduo. A partir do momento, porém, que ele passa a cometer deslizes no trabalho, não se lembra do nome do neto que vê todos os domingos, nem de tarefas corriqueiras como pagar uma conta, o esquecimento deixa de estar associado à idade e passa a ser encarado como sintoma de síndrome demencial. Embora esse termo pareça pesado demais e pejorativo no Brasil, esse é o nome que se usa em todo o mundo.

 Tanto no prejuízo da memória associado à idade quanto na síndrome demencial, o déficit manifesta-se inicialmente para os fatos recentes. As pessoas vão se esquecendo dos recados, do número do telefone, do nome do vizinho. Quando o processo se agrava é um sinal de alerta. Autores apontam que prejuízo da memória atribuído à idade, de 20% a 30% dos casos, pode ser manifestação inicial de uma doença mais séria. Por isso, a atenção deve ser redobrada e o paciente submetido a exames para identificar se realmente a perda da memória está associada à idade ou é o começo de uma doença que vai degenerar-se na síndrome demencial e exige tratamento precoce.

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Quando se preocupar?

O problema deve chamar mais atenção quando os esquecimentos ficam frequentes. É óbvio que, se o dia foi marcado por acontecimentos tristes e a pessoa esqueceu de pagar uma conta, isso é normal e não deve ser levado em conta. Na correria do dia a dia, quantas vezes temos de voltar porque esquecemos a chave do carro ou um papel importante sobre a mesa. São esquecimentos que não prejudicam. Agora, quando o paciente sabia de cor o telefone da família inteira e dos amigos, mas não se lembra mais do número do telefone da própria casa ou do escritório, é um sinal de alerta  e a família deve encaminhá-lo para diagnóstico e tratamento. Os geriatras têm pressa em investigar esses casos a fim de evitar complicações futuras.

Avaliações

Primeiro, procura-se quantificar o tipo de perdas (memórias recentes, tardias, etc.).

Depois, testamos outras funções, como a capacidade de interpretar provérbios, por exemplo. Alguns autores já propuseram instrumentos que permitem pontuar o desempenho do indivíduo de acordo com seu nível intelectual e graduação profissional para dizer se ele é portador da síndrome demencial ou não.

Muitas vezes, quando o paciente procura o médico, já é portador de síndrome demencial grave. Tão grave que não se lembra por que está ali. Para contornar essa dificuldade, vale utilizar-se de subterfúgios.

A filha fala com a secretária, telefona, entrega um bilhetinho para o médico, ou pede para conversar com ele antes da consulta. “Ele sempre foi muito bravo, muito austero, e não admite que esteja ficando esquecido”, começa assim a maioria das conversas.

Saber desses dados é essencial para o diagnóstico correto, pois certamente existe um problema grave que deve ser investigado de forma adequada.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

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