ORGÂNICOS SÃO MELHORES?

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A indústria de alimentos orgânicos está crescendo a cada dia e a demanda por alimentos orgânicos segue este crescimento, mas no entanto, 2,54 bilhões de quilos de pesticidas ainda são utilizados em todo o mundo a cada ano.

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O Produto orgânico é um alimento sadio, limpo, cultivado sem agrotóxicos e sem fertilizantes químicos. Eles provêm de sistemas agrícolas baseados em processos naturais, que não agridem a natureza e mantêm a vida do solo intacta.

As técnicas usadas para se obter o produto orgânico incluem emprego de compostagem, da adubação verde, o manejo orgânico do solo e da diversidade de culturas, que garantem a mais alta qualidade biológica dos alimentos. O produto orgânico é completamente diferente do produto da agricultura convencional, que emprega doses maciças de inseticidas, fungicidas, herbicidas e adubos químicos altamente solúveis.

Esses agroquímicos fazem com que os alimentos tenham baixo valor nutricional e, em sua toxicidade pode estar a causa de muitas doenças, que afetam o homem, em proporção crescente. Além do mais, esses agroquímicos contaminam o ambiente, poluindo a água, o ar, a terra, a flora e a fauna.

A Agricultura Orgânica é o modo verdadeiramente científico e respeitoso de produzir alimentos saudáveis e assegurar a integridade do meio ambiente.

GRUPO SAUDE

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ALGUMAS RAZÕES PARA CONSUMIR PRODUTOS ORGÂNICOS

Seu sabor é melhor ­ O sabor é pessoal, porém existem certos critérios determinados por “degustadores” que afirmam que os alimentos orgânicos possuem mais “gosto” que os alimentos produzidos pelo sistema convencional.

É mais saudável ­ Os produtos orgânicos crescem sem pesticidas e fertilizantes químicos sintetizados artificialmente. Muitas pessoas possuem hábitos de descascar a cenoura para o preparo de uma salada, devido à possibilidade de ingestão de pesticidas presentes em sua casca. Escolhendo os produtos orgânicos, o consumidor usufrui na totalidade as frutas e vegetais sem a preocupação com o consumo de pesticidas.

São produtos livres de organismos geneticamente modificados ­ A prática da engenharia genética cria novas formas artificiais de vida que não possuem um desenvolvimento natural. Este processo visa extrair e enxertar genes de uma espécie em outra, para criar novos tipos de safras e animais, objetivando assim uma melhor produtividade e colheita. O assunto é polêmico e ninguém pode afirmar categoricamente sobre os efeitos destes alimentos na genética dos nossos filhos e netos.

É uma cultura que está em harmonia com o meio ambiente ­ Fertilizantes artificiais e pesticidas são levados aos rios, lagos e lençóis freáticos através das chuvas e/ou irrigação. Traços de pesticidas são encontrados em peixes, gado e outros animais que se nutrem destas águas.

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É uma agricultura sustentável ­ Nos anos 90 foi bem difundida a cultura de “usar o solo até esgotá­-lo”. Em uma fazenda orgânica as gerações futuras podem usufruir da terra e seus benefícios, pois este tipo de cultura nutre o solo, alimentando­-o naturalmente com produtos originados por compostagem e estercos.

É mais nutritivo ­ Alimentos frescos orgânicos normalmente possuem menor teor de água em sua composição, quando comparado com os alimentos convencionais (aproximadamente 20% menos). Isto significa que os nutrientes estão mais concentrados. Assim como o conteúdo de açúcar, motivo do sabor mais adocicado dos vegetais orgânicos. Produções orgânicas tendem a ter maiores níveis de vitaminas, como em tomates orgânicos, que contêm 23% mais vitamina A do que os convencionais. Muitos dos antioxidantes que são encontrados em concentrações mais elevadas em alimentos orgânicos colaboram para proteger células e reduzir o risco de alguns tipos de câncer, doenças cardiovasculares e doença de Alzheimer.

A carne orgânica não contém antibióticos, hormônios ou alimentos tratados com pesticidas. Comer carnes orgânicas pode reduzir sua exposição a pesticidas e bactérias resistentes aos antibióticos que estão se tornando cada vez mais comuns na carne do gado convencionalmente criado. Da mesma forma, o leite orgânico e seus derivados têm duas vezes mais omega-3 do que o leite não orgânico. Pesquisadores acreditam que a diferença de nutrientes se dá a partir da alimentação orgânica.

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Mas tudo tem seus prós e seus contras. O alimento orgânico é bem mais caro, alguns chegam a custar quase o dobro do que os seus homólogos não orgânicos. A alta demanda por alimentos orgânicos combinados com rendimentos mais baixos do que as culturas convencionais levam a preços mais elevados. Para a maioria dos cultivos, os rendimentos orgânicos são mais baixos do que os viveiros convencionais, pois os agricultores não usam pesticidas e isso limita a colheita. Alimentos orgânicos também são mais caros para produzir, porque na maioria das vezes requerem mais trabalho. O produto orgânico é normalmente, de 10 a 40 por cento mais caro.

IMPORTANTE: O fato de ser um alimento orgânico não elimina a necessidade de lavarmos e desinfetá-los, pois etapas como a água de rega, contato com a terra, manuseio humano e o transporte, são fontes naturais de contaminação.

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