O CIGARRO E O ENVELHECIMENTO

O CIGARRO E O ENVELHECIMENTO

O MAIOR INIMIGO DA JUVENTUDE

Já não é novidade para ninguém a relação entre o cigarro e o envelhecimento da pele

Estudos recentes sobre tabagismo indicam uma clara tendência de queda do número de fumantes. No Brasil, pesquisa realizada com 54 mil pessoas com mais de 18 anos, sugere que, em dez anos, o número de brasileiros fumantes caiu 34%. Mas não podemos esquecer que a realidade ainda é preocupante. Como 10% da população adulta fuma, mais de 20 milhões de brasileiros são expostos diariamente aos efeitos nocivos do cigarro.

LONGEVIDADE REDUZIDA

O hábito do fumo está entre os comportamentos que mais influenciam no envelhecimento e chega a diminuir em até 8 anos a vida das pessoas. Vale também lembrar que mais de 90% dos casos de câncer de pulmão estão associados ao tabagismo. Um fumante tem risco 20 vezes maior de desenvolver um câncer de pulmão do que um não fumante.

EFEITOS DA NICOTINA

Adicionalmente, a nicotina bloqueia as ligações cruzadas da elastina (proteína fibrosa e elástica presente na pele), reduz a lubrificação cutânea e os níveis de vitamina A (antioxidante que combate os radicais livres) e diminui o calibre dos vasos sanguíneos que irrigam o tecido cutâneo, prejudicando a oxigenação das células. 

A nicotina, presente em qualquer derivado do tabaco, é considerada droga por possuir propriedades psicoativas, ou seja, ao ser inalada, produz alteração no sistema nervoso central, trazendo modificação no estado emocional e comportamental do usuário que pode induzir ao abuso e dependência.

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GUERRA DECLARADA AO FUMO

Paralelo ao crescimento da indústria do fumo, que movimenta bilhões anualmente, crescem os métodos de combate ao vício, como a hipnose e a psicoterapia, que podem ajudar nos casos onde a ansiedade é um fator importante. Algumas pessoas se beneficiam da acupuntura, obtendo bons resultados.

GRUPO SAUDE

MEDICAMENTOS

O uso de medicamentos tem um papel bem definido no processo de cessação do tabagismo, que é o de minimizar os sintomas da síndrome de abstinência. Medicamentos não devem ser utilizados isoladamente, e sim em associação com uma intensiva abordagem terapêutica.

Dessa forma, o tabagista sente menos ânsia ao parar de fumar e se sente mais confiante para por em prática as orientações recebidas durante as sessões terapêuticas. Os medicamentos disponibilizados pelo Ministério da Saúde para o tratamento do tabagismo na Rede do SUS são os seguintes:

  • Terapia de Reposição de Nicotina, através do adesivo transdérmico, que libera doses da substância que são absorvidas pela pele
  • Goma de mascar e pastilha, que funcionam da mesma maneira
  • Cloridrato de Bupropiona, que interage com a noradrenalina e a dopamina no cérebro, diminuindo a vontade de fumar.

O CIGARRO E O ENVELHECIMENTO

SEMPRE É TEMPO

Parar de fumar sempre vale a pena em qualquer momento da vida, mesmo que o fumante já esteja com alguma doença causada pelo cigarro, tais como câncer, enfisema ou derrame. A qualidade de vida melhora muito ao parar de fumar.

Veja o que acontece se você parar de fumar agora:

  • Após 20 minutos, a pressão sanguínea e a pulsação voltam ao normal.
  • Após 2 horas, não há mais nicotina circulando no sangue.
  • Após 8 horas, o nível de oxigênio no sangue se normaliza.
  • Após 12 a 24 horas, os pulmões já funcionam melhor.
  • Após 2 dias, o olfato já percebe melhor os cheiros e o paladar já degusta melhor a comida.
  • Após 3 semanas, a respiração se torna mais fácil e a circulação melhora.
  • Após 1 ano, o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido à metade.
  • Após 10 anos, o risco de sofrer infarto será igual ao das pessoas que nunca fumaram.

A decisão de parar de fumar, associada à determinação e disciplina pessoal, são suficientes para que o paciente abandone o hábito de fumar, mas não adianta querer fazer um tratamento se não tiver a vontade. Para ter acesso ao tratamento, basta procurar uma Unidade Básica de Saúde, levar a identidade e se inscrever no programa de combate ao tabagismo do SUS.

As ações educativas, legislativas e econômicas desenvolvidas no Brasil vêm fazendo com que um número cada vez maior de pessoas queira parar de fumar, evidenciando a importância de priorizar o tratamento do fumante como uma estratégia fundamental no controle do tabagismo. Quanto mais cedo você parar de fumar menor o risco de adoecer e de envelhecer precocemente.

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