O CAFÉ INTERFERE NA SAÚDE?

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Esse grande dilema tem sido a preocupação de muitos brasileiros que não descartam seu cafezinho. Mas pode ficar tranquilo, hoje em dia, a bebida só é mesmo contraindicada para quem apresenta insônia, osteoporose avançada, irritações no estômago ou hipersensibilidade à cafeína. Para os demais, ela pode ser até mesmo um bálsamo. O café merece lugar de destaque no seleto rol dos alimentos funcionais. É que, além de oferecer nutrientes, ele contém substâncias capazes de reduzir o risco de doenças. São muitos os trabalhos que apontam os benefícios da bebida para a saúde: segundo eles, o café é bom para o coração, ajuda a prevenir o mal de Alzheimer e reduz o nível de açúcar no sangue, combatendo a diabetes.

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Um estudo divulgado no começo deste ano pela Faculdade de Medicina Jikei, em Tóquio, sugere que o consumo regular de café previne contra as doenças do coração. Segundo os cientistas, os principais ácidos fenólicos do café, o cafeico e o ferúlico, auxiliam o retorno do colesterol para o fígado. Isso aumenta o nível de HDL, o chamado bom colesterol.

Pesquisas sugerem que a cafeína interfere na absorção do cálcio e, por isso, o consumo deveria ser evitado por quem sofre de osteoporose ou quer prevenir a doença. No entanto, outros estudos indicam que só a ingestão acima de 450 miligramas por dia seria prejudicial. E, assim mesmo, no caso de mulheres cuja dieta é pobre em cálcio – menos de 800 miligramas por dia. Dessa maneira, três xícaras de café por dia não fazem mal a ninguém, a menos que haja contraindicação médica.

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A cafeína é apenas uma entre as mil e tantas substâncias presentes no café. Também entram em sua composição sais minerais (ferro, sódio, zinco, cobre e magnésio, entre outros), vitaminas do complexo B, aminoácidos (cisteína, tirosina, valina), lipídios (ácidos graxos livres e triglicerídeos) e açúcares (sucrose, glicose, frutose). Sua grande riqueza, porém, está mesmo nos ácidos clorogênicos – polifenóis antioxidantes que combatem o envelhecimento das células. 

GRUPO SAUDE

Embora o processamento preserve boa parte das substâncias benéficas, é o grau de torrefação que determina a quantidade delas. Quanto menor a torra, maior o número de compostos fenólicos e de nutrientes encontrados na bebida.

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Para que o café seja benéfico, esse café deve ser de qualidade, feito na hora e com o mínimo possível de açúcar. Mas o ideal mesmo é tomar café puro.

Veja alguns dos muitos benefícios que o café pode trazer para a sua saúde, segundo estudos da Faculdade de Medicina de Harvard:

Câncer

Consumidores habituais de café correm risco 50% menor de desenvolver tumores de cólon, de mama e retal do que os não bebedores.

Diabetes

A bebida contém substâncias que reduzem o teor de açúcar no sangue, afastando, em parte, o perigo.

Mal de Parkinson

A exposição à substância gera estímulos cerebrais, especialmente nas áreas que controlam as atividades motoras e o sono. Em estudo realizado no Instituto de Pesquisa da Universidade McGill, no Canadá, observou-se que o café ameniza o sintoma do Parkinson, a tremedeira. O efeito parece contraditório, mas a bebida só causa agitação em pessoas que não estão acostumadas a consumi-la ou que exageram. Na dose adequada, a cafeína contribui para o funcionamento da dopamina – e é a falta desse neurotransmissor que abre as portas para o Parkinson.

Fertilidade

Segundo cientistas do Hospital Universitário Aarhus, na Dinamarca, mais de cinco doses diárias de café reduzem em 50% a chance de sucesso no tratamento de fertilização.

Expectativa de vida

Uma investigação do Instituto Nacional do Câncer, nos Estados Unidos, mostra que beber de 3 a 4 xícaras faz você viver mais. O ganho na expectativa de vida é de 10% para homens e 13% para mulheres. Isso porque o café é uma das maiores fontes de antioxidantes na dieta.

Problemas no coração

Quatro doses diárias de café diminuíram em até 11% o risco de ter insuficiência cardíaca. Os compostos bioativos da bebida – o destaque vai para os antioxidantes – provavelmente estão por trás da benesse. Ao afastar o diabete tipo 2, eles também protegeriam contra essa doença cardíaca. Já o consumo além da conta pode ser o pontapé inicial para várias complicações cardiovasculares.

Alucinações

Alguns estudos relatam que o estresse contribui para a liberação de cortisol, hormônio que favorece experiências alucinatórias. E isso parece ser potencializado ao ingerir alimentos estimulantes, como o café. Mas esse efeito só acontece quando se exagera na cafeína. Consumido com moderação, o café só tende a auxiliar na concentração e na capacidade de aprendizagem.

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A maioria dos especialistas sugerem no máximo 3 xícaras médias de café por dia. Jamais deve haver excessos. Embora o café seja um produto natural e não cause doenças em pessoas saudáveis quando consumido de forma diária e moderada (até 3 xícaras médias), o café pode causar efeitos indesejáveis em algumas pessoas. Existem aqueles que são mais sensíveis a cafeína e que podem sentir alguns afeitos colaterais como: ansiedade, tremores, insônia, dores no estômago e palpitação, nesses casos é melhor evitar por completo a bebida.

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