IDOSOS SÃO MAIS PROPENSOS À TUBERCULOSE

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pelo Bacilo de Koch, que afeta principalmente os pulmões, mas também pode ocorrer em outros órgãos do corpo.  A tuberculose é transmitida por via aérea em praticamente a totalidade dos casos e a infecção ocorre a partir da inalação de gotículas contendo bacilos expelidos pela tosse, fala ou espirro do doente com tuberculose ativa de vias respiratórias.

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Quando uma pessoa inala as gotículas contendo os bacilos de Koch, muitas delas ficam no trato respiratório superior (garganta e nariz), onde a infecção é improvável de acontecer. Contudo, quando os bacilos atingem os alvéolos, eles ocasionam uma rápida resposta inflamatória, envolvendo células de defesa. Caso ocorra falha neste mecanismo, os bacilos começam a se multiplicar.

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A doença, geralmente afeta os pulmões, porém, pode afetar outros órgãos e tecidos do corpo, sendo neste caso chamada de tuberculose extrapulmonar, podendo ser:

  • Tuberculose miliar: É uma das formas mais graves da tuberculose e ocorre quando o bacilo entra na corrente sanguínea e chega a todos os órgãos e há grande risco de meningite. Além do pulmão ser gravemente afetado, vários outros órgãos também podem ser.
  • Tuberculose óssea: Apesar de não ser muito comum ocorre quando o bacilo consegue penetrar e se desenvolver nos ossos, o que pode provocar dor e inflamação, que nem sempre é inicialmente tratada como sendo tuberculose.
  • Tuberculose ganglionar: É causada pela entrada do bacilo no sistema linfático, a área geralmente mais afetada é a do pescoço.
  • Tuberculose pleural: Ocorre quando o bacilo afeta a pleura, tecido que reveste os pulmões, causando intensa dificuldade em respirar.

Quanto mais a idade avança, menor fica a capacidade imunológica de defesa do organismo humano. Por essa razão, a tuberculose afeta mais as pessoas idosas, tanto nas novas infecções quanto na reativação de doença. A doença torna-se mais complicada nessa etapa da vida pelas dificuldades de diagnóstico e no uso de remédios para outros males que acabam mascarando a doença.

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GRUPO SAUDE

As atenções da Organização Mundial da Saúde (OMS) quanto à tuberculose na terceira idade aumentam bastante na medida em que a população mundial envelhece. As estimativas para 2050 indicam uma população idosa mundial superior a 1 bilhão de pessoas e o Brasil deverá ser o nono país com mais idosos (22,5% de sua população).

Geralmente a tuberculose nos idosos acontece vagarosa, silenciosa e com mínimos sintomas respiratórios, e até os clássicos indicadores clínicos tendem a não existir, como febre vespertina, tosse produtiva, suor à noite, dores torácicas, perda de peso e expulsão de sangue dos pulmões. Há mais tendência para acontecerem febre baixa, cansaço crônico que dificulta ações, déficits de memória e cognitivos, anorexia progressiva e dispneia associada a outros agravos de saúde. Aliás, tem forte inclinação a maiores transtornos nos casos de HIV, desnutrição, diabetes, insuficiência hepática, insuficiência renal, terapia demorada com corticosteroides e malignidade.

Exames clínicos e de imagem costumam ser suficientes, mas em alguns casos, se recorre a exames baciloscópicos, que analisam o escarro e possibilitam a descoberta das fontes de infecção de tuberculose pulmonar e laríngea de modo mais eficaz. O problema é que nem sempre podem ser aplicados em idosos pois a coleta de material fica impossibilitada porque eles não conseguem expelir catarro suficiente para análise. Neste caso, utiliza-se métodos invasivos como a fibrobroncoscopia ou broncoscopia, exame realizado por meio de aparelho com fibras óticas para a visualização interna do sistema respiratório, são as opções para detectar a presença do bacilo de Koch em idosos.

Um fator complicador é que muitas vezes o idoso abandona o tratamento devido a algumas reações causadas pelos medicamentos e, com isso, tornam mais fortes e resistentes as bactérias. O tratamento necessita de um ajuste de dose para os idosos, e feito de maneira adequada à base de combinação de antibióticos por um período médio de 6 meses, o prognóstico de cura no idoso é de 90% a 95%.

Ao apresentar algum sintoma, procure um médico. Nunca tome remédios por conta própria, pois poderá mascarar as causas e gerar complicações ainda maiores, podendo levar até a óbito.

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