HPV E O CÂNCER DE COLO DE ÚTERO

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O HPV (vírus do papiloma humano) é uma doença que pode causar vários problemas ao corpo humano, principalmente o aparecimento de verrugas, a mais conhecida manifestação desse vírus. Essas verrugas podem se espalhar por diversas áreas do corpo, como por exemplo, regiões genitais, mãos, garganta, entre outros.

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O HPV é uma das DST’s (doenças sexualmente transmissíveis) mais comuns no mundo. Por conter muitos tipos de vírus, o HPV pode ter sido contraído por cerca de 50% da população sexualmente ativa, atualmente. Além disso, por não necessitar, necessariamente, de uma relação sexual efetiva para contágio, ela pode ser facilmente contraída. Pessoas virgens podem ter o HPV, visto que estas podem contaminar o parceiro(a) através de sexo oral e carícias. Esse vírus pode ocasionar doenças como o câncer de colo de útero, que é o terceiro tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil.

É importante ressaltar que um indivíduo pode ter o vírus HPV sem que nunca tenha se manifestado pelo corpo. É comum que pessoas contraiam esses vírus e nem ao menos fiquem sabendo, pois o próprio corpo pode eliminá-lo com o tempo sem que sejam apresentados sintomas, ou seja, as verrugas. O vírus pode ficar até 20 anos no corpo humano sem que haja a manifestação das lesões.

As mulheres são as mais afetadas pelo vírus, principalmente com idades entre 14 e 60 anos.

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Transmissão

Apesar de não ser a única forma de transmissão, a forma mais comum é através de relações sexuais. A transmissão nesses casos, se dá devido ao contato das áreas genitais dos envolvidos no ato sexual, e também pela fricção ocasionada pelos movimentos sexuais. Além disso, existem outras formas de transmissão, como pelo sexo oral, devido as mucosas bucais serem muito suscetíveis a contaminação; assim como a transmissão através da autoinoculação, podendo ter uma parte do corpo infectada e através do toque contaminar outras áreas. Ainda, é possível haver uma contaminação vertical, que ocorre da mãe para o feto, que pode acontecer durante a gestação e também na hora do parto, quando o bebê entra em contato com a área contaminada da mãe. Esses casos de contaminação vertical são raros, no entanto, não podem ser descartados.

Tratamento

Os tratamentos para o HPV consistem, principalmente, em eliminar as verrugas e lesões decorrentes do vírus. Existem vários tipos de lesão. Desde lesões mais superficiais até lesões maiores e mais graves que tem propensão a gerar células cancerígenas. Dependendo do tipo de lesão, é que se prescreve o tratamento. Lesões mais leves podem ser tratadas a partir de cremes ou cauterização, já as lesões mais graves podem precisar de cirurgia. Além disso, um tratamento alternativo é em relação a imunidade do paciente. Quando a imunidade está mais baixa, a propensão ao desenvolvimento e proliferação das verrugas aumenta. Se alimentando bem e praticando exercícios, por exemplo, é uma forma de aumentar a imunidade no corpo. Há, ainda, pessoas que sofrem de uma deficiência imunológica ou que sofrem de outras doenças que alteram a imunidade, nesses casos, requer tratamentos específicos.  Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, mais fácil e eficiente serão os tratamentos. Dependendo do caso, as verrugas podem voltar ou não, mas o HPV, diferentemente da Herpes, por exemplo, não é uma doença crônica e vitalícia.

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Prevenção

Existem muitas maneiras de se diagnosticar e prevenir o vírus HPV. A mais eficiente forma de prevenção é o uso de preservativos, tanto masculino, como feminino. Contudo, o feminino, em questão de proteção as doenças sexualmente transmissíveis, é mais seguro e eficiente, pois protege uma área maior do órgão feminino, e também o do parceiro (a). Além disso, consultas regulares aos médicos e a realização de exames preventivos também ajudam no diagnóstico precoce e ao posterior tratamento, sendo uma forma eficiente de prevenção. No caso das mulheres, a realização de exames de rotina, como o Papanicolaou e a colposcopia, são extremamente importantes e devem ser feitos pelo menos um vez ao ano – a periodicidade podendo variar conforme as especificidades de cada paciente.

Há, também, uma outra maneira eficiente de prevenção, que é a vacina. Existem dois tipos de vacina contra o papiloma humano: a quadrivalente, que protege dos vírus HPV do tipo 6, 11, 16 e 18; e a bivalente, que protege contra os vírus tipo 16 e 18, somente.

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A maior eficácia da vacina se dá pelo fato de ser ministrada em pessoas que ainda não iniciaram a sua vida sexual. Ela pode e deve ser feita em meninos e meninas, mas, como a incidência de HPV é maior em meninas, governos investem mais nas vacinas para elas. A campanha de vacinação no Brasil, por exemplo, é voltada a meninas entre 9 e 11 anos de idade, pois nessa faixa etária, provavelmente, elas ainda não iniciaram suas vidas sexuais. Quando levada nessas circunstâncias, a vacina é feita em três doses: a segunda deve ser tomada após seis meses da primeira dose, e a terceira, após cinco anos da primeira dose.

Mulheres que já iniciaram sua vida sexual também podem tomar a vacina, caso desejem. No entanto as doses funcionam diferentemente entre os tempos de cada dose. A segunda dose é ministrada dois meses após a primeira, e a terceira após seis meses.

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