COMO ACONTECE A ESCLEROSE MÚLTIPLA?

COMO ACONTECE A ESCLEROSE MÚLTIPLA?

VOCÊ Já OUVIU FALAR EM ESCLEROSE MÚLTIPLA?

A Esclerose Múltipla (EM) é uma doença neurológica, crônica e autoimune – ou seja, as células de defesa do organismo atacam o próprio sistema nervoso central, provocando lesões cerebrais e medulares. Esta doença é geralmente progressiva, o que significa que se agrava ao longo do tempo.

ESCLEROSE MÚLTIPLA COMO ACONTECE

As células nervosas são normalmente envolvidas por uma bainha isoladora denominada mielina, que ajuda a transmitir os impulsos nervosos. Na esclerose múltipla, a bainha de mielina fica inflamada ou danificada, o que perturba ou atrasa a condução dos impulsos nervosos. A inflamação deixa áreas de cicatrização denominadas esclerose. A esclerose múltipla pode lesar também as células nervosas (neurônios), além do revestimento de mielina.

ESCLEROSE MÚLTIPLA COMO ACONTECE

SINTOMAS

A perturbação da condução dos impulsos nervosos na esclerose múltipla provoca diversos sintomas. Pode afetar a visão, a capacidade para mover partes do corpo e a sensibilidade (como é o caso da sensibilidade dolorosa e da táctil). Ela não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo, fadiga intensa, depressão, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio da coordenação motora, dores articulares e disfunção intestinal e da bexiga. Os períodos em que os sintomas se agravam subitamente são denominados surtos e alternam com períodos em que os sintomas melhoram, denominados remissões.

HISTÓRICO

Muitas pessoas apresentam uma longa história de surtos de esclerose múltipla ao longo de várias décadas. Nestes casos, a doença pode agravar-se por etapas, quando ocorrem os surtos. Em outros, a doença agrava-se de forma progressiva e, numa minoria de doentes, a esclerose múltipla tem uma evolução quase imperceptível e os doentes passam anos sem surtos. Em alguns casos, o fator desencadeante para um surto de esclerose múltipla parece ser uma infecção viral. Outras situações de stress físico ou emocional podem ser também responsáveis pelo surto. O momento da ocorrência, a duração e as lesões provocadas pelos surtos de esclerose múltipla são imprevisíveis.

FAIXA ETÁRIA

Os sintomas geralmente começam antes dos 40 anos de idade, mas a doença também pode surgir entre os 40 e os 60 anos. As pessoas com familiares próximos que sofrem de esclerose múltipla têm maior probabilidade de desenvolver a doença. Esta patologia atinge duas a três vezes mais as mulheres do que os homens. Os sintomas de esclerose múltipla variam, dependendo das áreas do cérebro e da medula espinhal que são afetadas.

GRUPO SAUDE

ESCLEROSE MÚLTIPLA COMO ACONTECE

A esclerose múltipla pode causar:

  • Perda súbita de visão
  • Visão turva ou dupla
  • Fala arrastada, dificuldade na articulação das palavras
  • Diminuição da força, especialmente de um dos lados do corpo
  • Marcha instável, perda do equilíbrio
  • Perda de coordenação
  • Tremores das mãos quando o doente tenta realizar um movimento
  • Cansaço extremo
  • Sintomas faciais, incluindo entorpecimento, fraqueza ou dor
  • Vontade súbita e frequente de urinar
  • Incontinência urinária
  • Incapacidade para esvaziar a bexiga
  • Prisão de ventre
  • Formigamentos, dor, entorpecimento ou diminuição da sensibilidade nos braços, nas pernas ou em outras zonas do corpo
  • Fraqueza ou sensação de peso nos braços ou nas pernas.

.O QUE O MÉDICO IRÁ PROCURAR?

  • Alterações visuais
  • Dificuldade na marcha
  • Dificuldade em coordenar os movimentos corporais
  • Fraqueza muscular
  • Tremores nas mãos
  • Perda da sensibilidade.

Para confirmar o diagnóstico, o médico irá provavelmente pedir uma ressonância magnética nuclear (RMN). Este exame irá verificar se existe inflamação e destruição da bainha de mielina no cérebro e na medula espinhal.

Outros exames diagnósticos

  • Um exame ocular por um oftalmologista
  • Exame especial denominado potencial evocado, que registra a atividade elétrica do cérebro gerada por um estímulo periférico num órgão sensorial. Na esclerose múltipla os potenciais evocados visuais são os mais úteis.
  • Uma punção lombar, para coleta de líquido cefalorraquidiano (este exame permite a coleta do líquido que envolve a medula e o cérebro através de uma agulha que é inserida entre as vértebras lombares). Este líquido pode revelar tipos anormais de proteínas denominadas imunoglobulinas que constituem um achado característico da esclerose múltipla.

A esclerose múltipla é uma doença crônica que pode apresentar diferentes padrões evolutivos.

Os três padrões mais comuns

Esclerose múltipla recorrente-remitente ou surto-remissão.

  • Existem surtos (episódios em que os sintomas se agravam subitamente), seguidos por remissões (períodos de recuperação). Entre os surtos, o estado do doente geralmente mantém-se estável, sem deterioração. Este padrão corresponde à grande maioria dos casos na fase inicial da doença. Cerca de metade das pessoas com a forma recorrente-remitente entra, com o passar do tempo, numa fase secundariamente progressiva (descrita mais abaixo).

Esclerose múltipla primariamente progressiva.

  • Os sintomas agravam-se gradualmente e de forma contínua. Não existem episódios definidos de surtos e de remissões.

Esclerose múltipla secundariamente progressiva.

  • Um doente que tinha inicialmente a forma surto-remissão da doença começa a apresentar uma deterioração gradual da função neurológica. Isto pode ocorrer com ou sem surtos.

Uma minoria de pessoas com esclerose múltipla apresenta uma forma relativamente benigna da doença mas a maioria dos doentes evidencia problemas neurológicos ao longo do tempo. O grau de progressão e a eventual incapacidade variam de doente para doente.

É importante saber que a esclerose múltipla:

  • Não é uma doença mental.
  • Não é contagiosa.
  • Não é suscetível de prevenção.
  • Não tem cura e seu tratamento consiste em atenuar os afeitos e desacelerar a progressão da doença.

Caso você apresente sinais que coincidam com estes aqui listados, não se desespere, pois outras doenças também podem apresentar sintomas parecidos. Procure um médico para uma melhor avaliação.

COMPARTILHAR FACEBOOK

COMPARTILHAR WHATSAPP

– – – 0 0 0 – – –

GOSTOU DESTE ARTIGO? TEM MUITO MAIS!